No início, porém, o surgimento do Cristianismo
como nova proposta religiosa era concebido apenas como um movimento incipiente
que pregava uma nova doutrina, para muitos duvidoso e sem forças doutrinais
clara que sustentasse as crenças nele contidas. Era até absurdo a crença de que
Deus se fizesse homem, mais ainda, morresse e ressuscitasse para a salvação do
gênero humano. Para muitos pensadores pagão da época, os Apóstolos, os cristãos
e até mesmo Cristo eram vistos “como pessoas sem qualificação e orgulhosas de
uma importância que não tinham” (Celso – século II a. c).
Contudo, a medida que se expandia viu-se no
Cristianismo novos desenvolvimento filosófico – de caráter apologético – que
superava à filosofia helênica. Este crescimento intelectual foi necessário para
a defesa do Cristianismo de modo a impedir más interpretações da mensagem de
Cristo, combatendo as heresias e evitando que surgissem novas.
No fundo o Cristianismo não começou a organizar
suas doutrinas filosoficamente. Era apenas a pregação de Jesus Cristo e o seu
Reino – o kerygma. Por isso, ante os
ataques intelectuais que se formavam contra o cristianismo, os cristãos
procuravam esclarecer as autoridades e a opinião pública.
Dessa maneira as novas gerações receberam a
mensagem cristã de maneira mais constitutivas no seu caráter dogmático, se bem
que ao longo da história da cristandade apareceram outras equívocas
interpretações que comprometeram a integridade dessa religião.
Por outra parte, deve-se mencionar que o
desenvolvimento do Cristianismo, desde a época de Jesus Cristo, marcou uma
notável reforma do pensamento que permitiu dividir a História num novo período,
que podemos chamar de Era Cristã.
A chegada do Cristianismo foi decisiva, teve
lugar a muitos famosos que procuraram demostrar uma nova proposta de
crescimento para a humanidade, que estava próxima ao relacionamento com o
Absoluto.